PERÍODO PRÉ-OPERATÓRIO Os objetivos da assistência de enfermagem, no pré-operatório, visam o preparo psico-sócioespiritual e emocional do paciente e seus familiares/cuidadores para enfrentar o trauma anestésico-cirúrgico ao qual será submetido, a avaliação física e continuidade do tratamento.
- ENFERMEIRO: Realizar entrevista e exame físico detalhado, Implementar atividades de educação e ensino do paciente em todas as fases;
- EQUIPE DE ENFERMAGEM : Fazer o preparo pré-operatório, Verificar jejum, tricotomia, preparo da pele, Remoção de prótese dentaria, retirar esmalte, Orientar quanto a lavagens das mãos correta, Administrar medicamentos prescritos, Colher exames prescritos, Registrar procedimentos realizados, Encaminhar paciente a sala cirúrgica.
PERÍODO INTRA-OPERATÓRIO
A atuação da enfermagem nesse período tem como objetivo: avaliar, detectar e intervir
precocemente nas possíveis complicações intra-operatórias, assegurar o posicionamento em
mesa cirúrgica livre de danos devido ao tempo cirúrgico prolongado, realizar a sondagem
vesical de demora utilizando dispositivo fechado de forma asséptica, monitorar hemorragias e
perdas de líquidos, bem como a entrada de soluções parenterais, realizar coleta de exames
laboratoriais de urgência, prevenir ocorrência de hipotermia, prevenir a ocorrência de lesões
por pressão.
(PROTOCOLO DE CUIDADOS DE ENFERMAGEM EM TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS
– ABTO/2008).
PERÍODO PÓS-OPERATÓRIO
Nesse período a enfermagem tem como objetivo: avaliar, detectar e intervir precocemente nas
possíveis complicações pós transplante cardíaco. Na unidade de terapia intensiva os objetivos
da assistência são manutenção adequada da função respiratória, estabilização hemodinâmica,
acompanhamento da terapia imunossupressora e monitorização dos sinais e sintomas de
complicações.
- Ter conhecimento de como foi o procedimento cirúrgico, enfocando a ocorrência de complicações, dificuldades técnicas, medicamentos utilizados durante a cirurgia, tempo cirúrgico, alterações na recuperação pós-anestésica;
- Evolução esperada nos primeiros dias após procedimento;
- Avaliação da função do enxerto;
- Administração e avaliação da terapia imunossupressora;
- Detecção precoce das complicações relacionadas ao procedimento cirúrgico;
- Preparar e testar equipamentos necessários para receber o paciente;
- Avaliar ao recebe-lo na Uti;
- Monitorização hemodinâmica deve ser intensivo, pressão arterial, pressão da artéria pulmonar, pressão venosa central, débito cardíaco, saturação, frequência cardíaca, resultado dos exames laboratoriais;
- Avaliação da função cardiopulmonar: frequência cardíaca, pressão arterial, frequência respiratória e saturação de O2, de acordo com padrões de normalidade;
- Avaliar estado de hidratação;
- Realizar balanço hídrico rigoroso;
- Manejo e controle da dor;
- Cuidados com acessos vasculares, drenos e sondas, evitando-se trações e umidade;
- Avaliar presença de hemorragia, hematomas na ferida cirúrgica;
- Estimular deambulação precoce;
- Instituir cuidados para a prevenção de infecção;
- Estimular e supervisionar a realização de exercícios respiratórios;
- Manter cateter urinário pérvio;
- Controle rigoroso da glicemia capilar.
(PROTOCOLO DE CUIDADOS DE ENFERMAGEM EM TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS
– ABTO/2008)
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