TRANSPLANTE CARDÍACO (Cuidados de Enfermagem) V

 PERÍODO PRÉ-OPERATÓRIO Os objetivos da assistência de enfermagem, no pré-operatório, visam o preparo psico-sócioespiritual e emocional do paciente e seus familiares/cuidadores para enfrentar o trauma anestésico-cirúrgico ao qual será submetido, a avaliação física e continuidade do tratamento.

  • ENFERMEIRO: Realizar entrevista e exame físico detalhado, Implementar atividades de educação e ensino do paciente em todas as fases;
  • EQUIPE DE ENFERMAGEM : Fazer o preparo pré-operatório, Verificar jejum, tricotomia, preparo da pele, Remoção de prótese dentaria, retirar esmalte, Orientar quanto a lavagens das mãos correta, Administrar medicamentos prescritos, Colher exames prescritos, Registrar procedimentos realizados, Encaminhar paciente a sala cirúrgica. 
PERÍODO INTRA-OPERATÓRIO A atuação da enfermagem nesse período tem como objetivo: avaliar, detectar e intervir precocemente nas possíveis complicações intra-operatórias, assegurar o posicionamento em mesa cirúrgica livre de danos devido ao tempo cirúrgico prolongado, realizar a sondagem vesical de demora utilizando dispositivo fechado de forma asséptica, monitorar hemorragias e perdas de líquidos, bem como a entrada de soluções parenterais, realizar coleta de exames laboratoriais de urgência, prevenir ocorrência de hipotermia, prevenir a ocorrência de lesões por pressão. (PROTOCOLO DE CUIDADOS DE ENFERMAGEM EM TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS – ABTO/2008).

 PERÍODO PÓS-OPERATÓRIO Nesse período a enfermagem tem como objetivo: avaliar, detectar e intervir precocemente nas possíveis complicações pós transplante cardíaco. Na unidade de terapia intensiva os objetivos da assistência são manutenção adequada da função respiratória, estabilização hemodinâmica, acompanhamento da terapia imunossupressora e monitorização dos sinais e sintomas de complicações.
  •  Ter conhecimento de como foi o procedimento cirúrgico, enfocando a ocorrência de complicações, dificuldades técnicas, medicamentos utilizados durante a cirurgia, tempo cirúrgico, alterações na recuperação pós-anestésica;
  •  Evolução esperada nos primeiros dias após procedimento; 
  •  Avaliação da função do enxerto;
  •  Administração e avaliação da terapia imunossupressora; 
  •  Detecção precoce das complicações relacionadas ao procedimento cirúrgico;
  •  Preparar e testar equipamentos necessários para receber o paciente;
  •  Avaliar ao recebe-lo na Uti;
  •  Monitorização hemodinâmica deve ser intensivo, pressão arterial, pressão da artéria pulmonar, pressão venosa central, débito cardíaco, saturação, frequência cardíaca, resultado dos exames laboratoriais;
  •  Avaliação da função cardiopulmonar: frequência cardíaca, pressão arterial, frequência respiratória e saturação de O2, de acordo com padrões de normalidade;
  •  Avaliar estado de hidratação;
  •  Realizar balanço hídrico rigoroso; 
  •  Manejo e controle da dor;
  •  Cuidados com acessos vasculares, drenos e sondas, evitando-se trações e umidade; 
  •  Avaliar presença de hemorragia, hematomas na ferida cirúrgica; 
  •  Estimular deambulação precoce;
  •  Instituir cuidados para a prevenção de infecção;
  •  Estimular e supervisionar a realização de exercícios respiratórios;
  •  Manter cateter urinário pérvio;
  •  Controle rigoroso da glicemia capilar. 
(PROTOCOLO DE CUIDADOS DE ENFERMAGEM EM TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS – ABTO/2008)


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