ANESTESIA: Anestesia é um ramo da medicina que trata da ciência e da arte de tirar a dor e dar conforto físico e mental. A anestesiologia é uma especialidade médica que atua junto com a especialidade médica cirúrgica. Cabe aos profissionais que a ela se dedicam assegurar a insensibilidade à dor durante procedimentos cirúrgicos, obstétricos, dentários, e diagnósticos, manter a homeostasia das funções vitais durante períodos de estresse agudo, tratar pacientes com dor incoercível (VIEIRA, 1987).
AVALIAÇÃO PRÉ-ANESTÉSICA: Antes de toda cirurgia deverá ser realizado a avaliação pré-anestésica, afim de orientar o paciente, determinar sua condição clínica e o risco anestésico-cirúrgico. (BRICK, ALEXANDRE VISCONTI ET AL. DIRETRIZES DA CIRURGIA DE REVASCULARIZAÇÃO MIOCÁRDICA VALVOPATIAS E DOENÇAS DA AORTA. ARQ. BRAS. CARDIOL., SÃO PAULO, V. 82, SUPL. 5, P. 1-20, MAR. 2004.).
Habitualmente, utiliza-se como medicação pré-anestésica um benzodiazepínico, podendo ser administrado por via oral (comprimido) ou via intramuscular (injetável), sendo o mais utilizado o midazolam. (BRICK, ALEXANDRE VISCONTI ET AL. DIRETRIZES DA CIRURGIA DE REVASCULARIZAÇÃO MIOCÁRDICA VALVOPATIAS E DOENÇAS DA AORTA. ARQ. BRAS. CARDIOL., SÃO PAULO, V. 82, SUPL. 5, P. 1- 20, MAR. 2004.).
TÉCNICA ANÉSTÉSICA: A técnica anestésica mais utilizada neste tipo de procedimento é a anestesia geral, com o uso de agentes inalantes e venosos, que permite despertar e extubação traqueal precoce na sala de cirurgia ou nas primeiras 6h de pós-operatório. (BRICK, ALEXANDRE VISCONTI ET AL. DIRETRIZES DA CIRURGIA DE REVASCULARIZAÇÃO MIOCÁRDICA VALVOPATIAS E DOENÇAS DA AORTA. ARQ. BRAS. CARDIOL., SÃO PAULO, V. 82, SUPL. 5, P. 1-20, MAR. 2004.).
Ao chegar a SO o paciente terá uma veia periférica de grosso calibre acessada e mais dois acessos venosos profundos (um sendo a bainha do Swan-Ganz), além de punção de artéria radial ou femoral (INSTITUTO NACIONAL DE CARDIOLOGIA MINISTERIO DA SAÚDE).
O paciente será mantido em Ramsay, utilizado para avaliar o grau de sedação em pacientes. (INSTITUTO NACIONAL DE CARDIOLOGIA MINISTERIO DA SAÚDE). Durante a manutenção anestesia, são empregados agentes inalantes, associados a um opioide e relaxante muscular. (BRICK, ALEXANDRE VISCONTI ET AL. DIRETRIZES DA CIRURGIA DE REVASCULARIZAÇÃO MIOCÁRDICA VALVOPATIAS E DOENÇAS DA AORTA. ARQ. BRAS. CARDIOL., SÃO PAULO, V. 82, SUPL. 5, P. 1- 20, MAR. 2004.).
A monitorização de rotina consiste de cardioscopia, oximetria de pulso, capnografia, pressão arterial invasiva, pressão venosa central, débito urinário e temperatura é recomendado o uso de cateter de artéria pulmonar e a ecocardiografia transesofágica é extremamente útil na detecção, precoce de isquemia miocárdica perioperatória. (BRICK, ALEXANDRE VISCONTI ET AL. DIRETRIZES DA CIRURGIA DE REVASCULARIZAÇÃO MIOCÁRDICA VALVOPATIAS E DOENÇAS DA AORTA. ARQ. BRAS. CARDIOL., SÃO PAULO, V. 82, SUPL. 5, P. 1-20, MAR. 2004.).
PÓS ANESTÉSICO: A analgesia pós-operatória é extremamente importante, pois, além de proporcionar conforto ao paciente, minimiza a hipertensão e taquicardia ocorridas devido à liberação de catecolaminas, em virtude do estímulo nociceptivo, o que pode causar isquemia pósoperatória. (BRICK, ALEXANDRE VISCONTI ET AL. DIRETRIZES DA CIRURGIA DE REVASCULARIZAÇÃO MIOCÁRDICA VALVOPATIAS E DOENÇAS DA AORTA. ARQ. BRAS. CARDIOL., SÃO PAULO, V. 82, SUPL. 5, P. 1-20, MAR. 2004.).
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